Séries

Será que rola um impresso? Fobia e neuras…

Comecei a rascunhar uma pequena coletânea com as histórias curtas que venho publicado aqui e que ainda são inéditas no meio impresso. Estou enferrujado, eu sei, mas ainda lembro das teclas de atalho do Indesign (nos bons tempos, quando trabalhava com design editorial, cheguei a diagramar um livro de 300 páginas em pouco mais de 3 horas, inclusos gráficos e tabelas). Preciso elaborar a ilustração de capa, e lapidar um ou outro texto. Não é muita coisa. Até ai é só alegria, sinto-me em casa nessa função.

Mas, quando penso na logística pós gráfica, fico com um frio na barriga. Se o projeto vingar, será uma tiragem reduzida, 100, 200 no máximo. Mesmo assim, ainda tenho uma certa neura com o meu fracasso com a “editora” Losergraphics (bem, o nome já trazia consigo o inexorável destino), eventos e todo esse teatro que circunda o objeto impresso (banquinha em evento, release, correios, boletos…). Os tempos são outros, seu sei. Mas eu ainda sou o mesmo.

Mantenho-vos informados. Ainda essa semana coloco alguns desenhos que fiz num urbansketck (esse sim é um tipo de evento que me sinto mais em casa) e outros rascunhos para a próxima história. Até!

 

O grande dilema das narrativas curtas

Ainda estou trabalhando no roteiro da próxima história curta e, em alguma medida, tive alguns problemas com a sua escrita. Pensando sobre os motivos desse empasse, cheguei à conclusão de que o escritor, em especial aquele que escreve narrativas breves, possui uma grande responsabilidade em suas mãos. Explico: o espaço pode ser limitado, mas os personagens não, eles querem, senão precisam, contar a completude de suas histórias. Como as pessoas reais, os personagens querem que sua existência seja notada pelo mundo, de forma completa, e não apenas de relance. Entender essa angústia e tentar selecionar o momento mais significativo de suas vidas é uma tarefa difícil. Equacionar essa necessidade com um número limitado de páginas é um grande dilema.

Unidade em uma página só

Desenhei ao longo de 2017 (e 2016) basicamente histórias de 1 (uma) página.

Nos últimos tempos tenho feito HQs com 4 páginas, mas tenho tentado seguir uma métrica que consiste, basicamente, em considerar cada página como uma unidade em si, embora faça parte de uma história maior.

Acho que essa métrica me coloca mais próximo das páginas dominicais do início do século passado do que das histórias em quadrinhos publicadas em formatos mais longos.

Meu jeito de compor os quadrinhos, ao meu ver, também tem mais identidade com as publicações curtas, sobretudo as tiras.

Esse caminho tem pouca influencia o conteúdo das histórias. Mas são escolhas que, se conscientes, ajudam a definir um escopo e uma metodologia a ser seguida.